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Egoísmo

Por Portal Evidência em 16/09/2021 às 00:24:57

A ausência do egoísmo poderia nos livrar de inúmeros atritos. Mas essa característica infelizmente compõe a personalidade de algumas pessoas com pouca ou quase nenhuma chance de mudar.

É um equívoco esperar que o egoísta "acorde" pelo simples fato de ele não está dormindo. É preciso entender que acordados eles já estão, porém são deficientes emocionais incapazes de devolverem o que recebem.

O egoísmo passa despercebido em relações superficiais, mas é facilmente sentido em relações íntimas sejam elas amorosa, de amizade ou familiar. Não importa o ambiente, o egoísta está sempre se priorizando, se achando merecedor de benefícios e se considerando mais importante que os demais. O medidor que ele usa para si não é o mesmo que ele usa para os outros. Ou seja: dois pesos, duas medidas. Assim funciona a lógica do egoísta.

É importante esclarecer a diferença entre egocentrismo, individualismo e egoísmo.

Egocentrismo é o comportamento de alguém incapaz de descentrar-se. São pessoas arrogantes que se consideram referência da verdade e da perfeição, tornando-se ineptos para compreender o ponto de vista alheio, acabando escravo do seu próprio ponto de vista e convicção.

Já o individualismo, apesar de ser uma palavra de conotação negativa, não deve ser mal interpretado, uma vez que significa competência emocional em que o indivíduo conquista um estado pessoal de autonomia e autossuficiência.


A individualidade também pode ser entendida como auto completude, por isso alguém egoísta jamais será individualista, uma vez que o egoísta não dispõe de competência para gerar aquilo que necessita. É do outro que ele extrai seus benefícios.

O egoísmo é via de mão única. No relacionamento com o egoísta não há troca, não há reciprocidade, não há mão dupla, não há retroalimentação. Os benefícios só vão, não voltam. São exímios recebedores, e péssimos doadores. Sua incapacidade em ser equânime deriva de um ponto cego que faz com que eles considerem mais importantes as suas necessidades independentemente da gravidade da situação. É como se uma unha quebrada dele merecesse mais atenção do que o braço quebrado do outro. O curioso é que, quando repreendidos, se ofendem com facilidade e não admitem serem chamados de egoístas.

Ao contrário, se defendem, ora se vitimizando através da culpa, da chantagem, da raiva, ora se justificando, mas jamais enxergando o próprio comportamento.

O egoísta traz consigo a essência do amor objetal, enquanto há favorecimento há vínculo, mas quando acaba os ganhos, acaba a conexão. São motivados por interesse e cortar a mordomia deles não significa que haverá uma mudança, ao invés disso eles preferem buscar uma nova relação para nutrir sua incompletude. Nessa hora vem a dúvida: os egoístas são capazes de amar? Sim, são. Um amor ao molde de sua personalidade – recebendo sem dar nada em troca.

Esperar que o egoísta faça um exame de consciência, se arrependa e passe a ser uma pessoa equitativa, prestativa, grata e comprometida com o sentimento do outro na alegria e na tristeza, não deixa de ser uma imaturidade emocional.


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